Prefeitura entrega realocação da avenida Sapopemba

08/12/2016 | Publicado por admin | Destaque, Melhoria, Notícias

Obra permite expansão em dez anos da vida útil do aterro sanitário de São Mateus. Intervenção evitará cerca de R$ 1 bilhão em prejuízos para os cofres públicos.

A avenida Sapopemba ganhou nesta terça-feira (6) um novo traçado no trecho entre São Mateus, na zona leste, e Mauá, no ABC paulista. A intervenção de realocação de 3,3 quilômetros da via permitirá a expansão em dez anos da vida útil do aterro sanitário que faz o tratamento dos resíduos produzidos das regiões leste e sul da cidade, medida que evitará cerca de R$ 1 bilhão em prejuízos para os cofres públicos.

“É um dos programas com maior sustentabilidade da gestão. Nós realocamos a avenida Sapopemba, fazendo um traçado mais retilíneo e mais adequado. Sem esta obra, nós teríamos que mandar 7 mil toneladas por dia de resíduos para fora da cidade, gastando combustível, depreciação de veículo e com o dobro do custo por tonelada”, afirmou o prefeito Fernando Haddad após visita ao novo trecho da via.

O novo percurso tem sete metros de largura e um viaduto de 140 metros de comprimento e 25 metros de altura, utilizado para atravessar dutos da Petrobrás. Recebeu investimentos de R$ 62 milhões, da concessão entre a Prefeitura e a empresa Ecourbis.

Com a entrega desta manhã, será possível efetuar a interligação dos aterros Central de Tratamento de Resíduos Leste (CTL) e São João. Com isso, será gerada uma área reconformada e impermeabilizada para disposição de resíduos de 112 mil metros quadrados, com capacidade de receber o descarte adequado de mais 26,8 milhões toneladas de resíduos.

“Quando assumimos, este aterro tinha apenas mais dois anos de vida útil. Para resolver isso, escolhemos o caminho de aterrar entre os dois maciços já existentes. E em quatro anos conseguimos possibilitar a solução deste desafio”, disse o secretário Simão Pedro (Serviços).

Os aterros sanitários são grandes áreas preparadas tecnicamente para receber os resíduos coletados na cidade de São Paulo. Essas áreas utilizam tecnologias de manejo ambiental que evitam a contaminação do lençol freático, solo e rios. Em São Mateus, os gases emitidos são monitorados, extraídos e comercializados. O chorume produzido é coletado e tratado. Outro cuidado é que todo resíduo colocado é coberto com camadas de solo, reduzindo odores e a atração de animais.

Com a realocação da via, a intervenção de expansão prevê ainda o remanejamento das antigas lagoas de acumulação e tratamento preliminar de chorume e a construção de novos reservatórios. Também serão realocadas as áreas de apoio operacional e administrativo. A terceira e quarta etapas gerarão área de 60 mil metros quadrados para disposição de resíduos. No total, a área recebe investimentos de cerca de R$ 180 milhões da concessionária EcoUrbis.

Aterros sanitários
O aterro CTL teve operação iniciada em 2010 e tem área de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados, dos quais quase 400 mil metros quadrados (34%) são utilizados para disposição final dos resíduos sólidos urbanos. O restante do espaço é destinado à faixa de proteção ambiental, à revegetação de áreas internas, à estação de queima centralizada de biogás, a balanças e demais unidades de apoio operacional. Atualmente, o local recebe cerca de 7 mil toneladas por dia de resíduos domiciliares coletados pela EcoUrbis, que atende as regiões leste e sul da capital.

Já o aterro São João funcionou entre 2004 e 2009, quando recebeu aproximadamente 30 milhões de toneladas de resíduos, com média diária de 6 mil toneladas. Como compensação ambiental do aterro desativado, já foram plantadas 62 mil mudas de árvores de espécies nativas do planalto brasileiro em área aproximada de 760 mil metros quadrados.

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Reportagem: Assessoria SP Jornal

Foto: Divulgação SP Jornal

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